Imprensa

Certificação nas prateleiras

Insistimos sempre ao consumidor que, ao adquirir um produto ou serviço, verifique se traz selo de qualidade oferecido por algum organismo competente. Ao agir assim, ele ajuda a melhorar a qualidade de produtos, processos e serviços no Brasil, na compra de um carro ou de apenas uma peça. Infelizmente, não temos a cultura da qualidade certificada aqui, apesar do esforço do Instituto da Qualidade Automotiva durante os seus 15 anos de existência. É claro que o pontapé inicial é sempre dado pelo consumidor, ao adotar uma postura de exigência na hora da compra. Mas será que do outro lado do balcão a preocupação é a mesma?

Pois bem, falamos em inúmeros artigos desta coluna sobre a importância da certificação no varejo de autopeças, que garante processos mais eficientes, profissionais capacitados, bom atendimento e assim por diante. E os produtos que você, caro leitor varejista, adquire para a sua loja, tem a mesma procedência? Você se preocupa com a questão da qualidade?

Se você disse sim, ótimo. Mas se é daqueles que se preocupa em adquirir do fornecedor pelo preço que ele oferece, sugiro que esse não seja seu único critério de escolha. Produtos de baixa qualidade podem representar uma demanda grande de troca, risco para a imagem da loja, problemas com garantia e por aí vai. Disponibilizar um produto de baixa qualidade, especialmente os componentes ligados à segurança, também significa expor o cliente ao risco.

Exemplo disso são as pastilhas de freio, já que o componente é necessário na segurança e eficiência do sistema de freio dos veículos. Na dúvida se o produto é ou não de qualidade, procure pelo o Selo de Certificação IQA, já que ele é a garantia de que todos os requisitos de segurança estão sendo cumpridos para o bom funcionamento do sistema de freio, atestando que o produto desempenhará as funções para o qual foi desenvolvido.

O que isso significa? Vamos lá: uma pastilha de freio certificada pelo IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), por exemplo, passou por averiguações que atestaram a qualidade do produto em conformidade com os padrões definidos pela norma NBR 14958. Também são realizados ensaios do produto em laboratório (material e desempenho) e auditorias no processo de fabricação, com avaliação das instalações, materiais, controle do processo de produção, rastreabilidade, equipamentos e outros itens.

Trocando em miúdos, o certificado é como prova: o aluno que foi bem é aprovado, tira ‘boa nota’; o produto que passou no teste recebe o selo de qualidade, por isso é garantia.

Muitos fabricantes procuram voluntariamente a certificação, já que na reposição automotiva poucos produtos como pneus, capacetes e vidros automotivos têm certificação obrigatória no país. No entanto, o Inmetro desenvolve trabalho, com coordenação do Sindipeças e apoio do IQA e outras entidades do setor, para tornar compulsória a certificação de diversos outros itens, principalmente ligados à segurança veicular, como espelhos retrovisores, rolamentos, sistemas de freio, rodas, iluminação, suspensão e direção.

O consumidor é sempre a locomotiva no processo, mas o varejista também pode fazer sua parte. Como dissemos, a qualidade deve estar nos mínimos detalhes e em todos os processos, inclusive nas suas housepressmercadorias.

Balcão Automotivo
jun/2010

clique aqui para ler outras reportagens