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Falta Manutenção

Ausência de manutenção preventiva e frota de caminhões com idade média acima de 10 anos fatores que comprometem a segurança e coloca em risco a vida de pessoas na estrada.

O carreteiro sabe o quanto é importante estar em dia com a manutenção do caminhão, pois além do fator segurança e economia de combustível, há também benefícios para o meio ambiente quando se trata de andar com veiculo com o motor regulado. Uma frota com idade média alta (caso do Brasil) e sem manutenção adequada é uma combinação extremamente perigosa. Apesar de afirmarem que são conscientes de todos os problemas, muitos motoristas ainda deixam a desejar quando o assunto é prevenção.

O Gipa - órgão internacional especializado em pós – vendas, realizou um estudo com 884 carreteiros autônomos e constatou que desse total 34% dos caminhões tem mais de 22 anos, rodam em média 96.558km por ano (mais de 330km/dia, calculando um dia de folga) e a maioria dos veículos (77%) é de segunda mão. Porem, 97% dos entrevistados afirmam não ter plano de manutenção de seus veículos.

O programa Caminhão 100% - criado em 2008 pelo GMA (grupo de manutenção automotiva), que reúne entidades que representam o setor da reposição e o IQA iniciou este ano um trabalho de verificação de itens de segurança, emissão de poluentes e de sistemas que comprometem o funcionário dos caminhões.

O trabalho tem o objetivo de identificar os principais problemas causados pela falta de manutenção. A ação é realizada gratuitamente todos os meses na rodovia Presidente Dutra, em parceria com o projeto estrada para a Saúde, promovida pela nova Dutra concessionária que administra a rodovia.

Durante as quatro avaliações realizadas com 124 caminhões, 44% estavam com o nível de emissões de poluentes acima do permitido, 34% com sistema de fluido de freios/embreagem vencido, 31% com vazamento de óleos e filtros de ar ou óleo de combustível vencidos, 34% com rolamentos de rodas danificados e 13% com sistemas de direção com problemas.

A verificação é realizada visualmente e com aparelhos específicos em peças de fácil acesso e que não necessitem desmontagem de componentes. Para Antonio Carlos Bento, coordenador do GMA, essa experiência deve ser levada para outras rodovias para analisar as condições dos caminhões que circulam no País.

O Carreteiro
jun/2010

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