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27/02/2013
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Especial: manutenção preventiva de veículos

Especial: manutenção preventiva de veículos

 

Saiba o que verificar em seu carro para mantê-lo sempre em ordem
Márcio Murta
O período de férias normalmente é um momento de relaxamento, além de ser uma boa época para reunir a família, os amigos e viajar. Todo o clima de animação em uma viagem, no entanto, pode ir por água abaixo por conta da falta de cuidados básicos com o veículo, que podem ocasionar uma quebra em plena estrada. Para evitar tais desagradáveis situações, o Carro Online traz até você uma lista de itens que podem ser checados em uma manutenção preventiva para assegurar que seu possante funcione como deve e que você curta as férias e descanse como merece.

A primeira noção que se deve ter em mente é que um automóvel é um sistema de diversas peças funcionando em conjunto. Se uma parte desse sistema estiver fora de ordem, todo o conjunto fica menos – ou completamente, dependendo do componente em questão – estável. Um exemplo: um carro pode estar em perfeito estado e com peças novas, mas basta que um pneu esteja descalibrado para que o veículo fique menos estável e seguro. Por isso, diversos itens merecem atenção semanal, como os níveis dos fluídos de freio e arrefecimento e do óleo do motor, além da calibragem dos pneus.
Tais cuidados, no entanto, apesar de importantes, não são suficientes para garantir que um automóvel esteja em boas condições para circular em estradas ou mesmo na cidade. É por esse motivo que a manutenção preventiva deve ser realizada com uma periodicidade média de 10.000 km, para algumas peças, e 5.000 km para outras, de modo assegurar que tudo funcione corretamente e que você não se depare com surpresas. Confira o que deve ser visto item a item. 


Alinhamento, balanceamento, calibragem e estado dos pneus


Manter o veículo alinhado e balanceado é um dos passos para preservar sua boa dirigibilidade. “Rodas desbalanceadas (que causam trepidação no volante) tornam o veículo menos estável, principalmente em frenagens”, explica Fábio Ferreira, diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil. Já um veículo desalinhado, além de tornar a condução cansativa por necessitar de constantes correções na direção, gera maiores gastos. “O custo de andar com o veículo desalinhado ainda pode ser altíssimo, uma vez que um pneu novo, que é caro, pode se tornar inutilizável em apenas 2.000 km, dependendo do estado do desalinhamento”, diz Ferreira. É recomendável, especialmente para quem trafega em vias mal pavimentadas, a revisão do alinhamento e balanceamento a cada 5.000 km.


Os pneus também devem ser mantidos com calibragem correta, o que permite que eles transmitam o máximo de seu desempenho e segurança. “O pneu é projetado para funcionar de uma maneira nas diversas situações de tráfego. Utilizar Pressão maior ou menor do que a recomendada pelo fabricante irá alterar sua dinâmica e características corretas”, complementa o diretor da SAE Brasil. 
Na prática, uma calibragem abaixo do indicado pelo fabricante diminui a estabilidade do veículo, que fica mais “mole” e sacode com maior facilidade em mudanças de direção, ficando mais propenso a perder a estabilidade. Calibragem acima do especificado diminui a área de contato do pneu com o solo, podendo prejudicar a aderência em curvas e frenagens.


Não menos importante do que manter as rodas alinhadas, balanceadas e os pneus calibrados, a recomendação de não exceder a vida útil dos pneus, que não podem ter os sulcos menores do que 1,7 mm, é fundamental. Cada pneu possui marcas dentro das ranhuras que indicam sua vida útil. Com as ranhuras dos pneus menores que tais medidas, além do motorista estar sujeito a multas, a facilidade para aquaplanar (ação na qual uma lâmina de água se coloca entre o pneu e o piso e faz com que a aderência seja nula) aumenta, uma vez que a água que estiver no caminho pode não ser devidamente escoada.


Estado e substituição dos filtros


Substituir os filtros de ar, óleo e combustível conforme o manual do proprietário indica também colabora para que o veículo não apenas fique mais econômico, como tenha sua vida útil prolongada. “Um filtro de ar sujo pode gerar aumento de consumo de combustível de até 10%, além de deixar o veículo mais fraco”, revela Fábio Ferreira. Filtro de combustível, quando não substituído, pode entupir, chegando a inibir o funcionamento do automóvel. Já o acumulo de impurezas no filtro de óleo, por conta da falta de substituição, pode fazer com que a filtragem do mesmo fique mais lenta, acarretando deficiência na lubrificação do motor.


José Palácio, auditor da IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), também citou uma importante questão sobre o nível de óleo do motor: “O nível do óleo não precisa estar sempre no máximo. Ele precisa necessariamente estar acima do nível mínimo, mas não há a menor necessidade de completar o óleo toda vez que ele abaixar 2 mm na vareta de medição, por exemplo”. Se o nível estiver realmente baixo e o óleo for completado, é importante que o novo lubrificante seja do mesmo tipo e marca do que já está no cárter, de modo a evitar que as propriedades se alterem e o óleo perca parte de suas características, comprometendo a lubrificação do motor.


Sistema de freios


O sistema de freios também deve receber atenção especial, já que pode apresentar deficiência sem aviso. O fluído de freios, por exemplo, é higroscópico, ou seja, pode se misturar com água proveniente, inclusive, da umidade do ar. Um fluído de freio envelhecido e contaminado com água pode ser um grande risco quando discos de freio, tambores e periféricos se esquentam em momentos de frenagens fortes ou em descidas de serra. No momento em que o fluído atinge a temperatura aproximada de 100º centígrados, a água que nele pode estar dissolvida entra em ebulição, formando pequenas bolsas de ar na(s) linha(s) de freio. 
O problema de tal situação, quando ela ocorre, é que o ar é comprimível, fazendo com que o fluído de freio deixe de receber a pressurização que é gerada quando o motorista pisa no pedal do freio. Na prática, a eficiência da frenagem pode ir à zero. Por esse motivo é aconselhável que a sangria do sistema de freio (substituição do fluído) seja feito nas manutenções dos intervalos previstos pelo manual do proprietário. Em média, é aconselhável que a troca seja feita a cada dois anos.


Discos de freio, pastilhas, tambores e lonas (comumente conhecido por “sapatas”) também possuem vida útil limitada e devem ser revisados conforme recomenda o manual do proprietário. Indicações de possíveis desgastes do sistema também podem ser observadas no dia a dia, como trepidação no volante em momentos de frenagem (o que indica discos de freio empenados), aumento do curso do pedal do freio (que pode ter diversas causas), chiados e ruídos durante frenagens (que podem indicar que a vida útil das pastilhas está acabando), entre outras diversas características. Nesses casos, antecipe os planos para realizar a revisão.


Sistema de arrefecimento


Pouco pode ser observado do sistema de arrefecimento se não o estado das mangueiras (que podem apresentar rachaduras), suas conexões (que podem ir se soltando com o tempo) e o nível de água no reservatório. Checar a temperatura do motor, no entanto, é um dos melhores indicadores de anomalia. Cada veículo possui uma periodicidade específica de manutenção deste sistema do motor. Consulte, portanto, o manual do proprietário.


Sistema de suspensão


A suspensão pode ser mais ou menos exigida dependendo das condições de uso (transportando mais ou menos carga), assim como do estado das vias que são utilizadas. A cada manutenção para rodízio de pneus, assim como o alinhamento e o balanceamento, que deve ocorrer a cada 5.000 km, todo o sistema deve ser verificado em busca de folgas em buchas e terminais ou vazamentos nos amortecedores.

Itens que passam despercebidos


Ainda existem itens de segurança que são ignorados por falta de conhecimento ou de utilização dos motoristas. Manter os faróis alinhados pode fazer muita diferença quando se está trafegando à noite, especialmente com chuva. Além de não iluminarem corretamente o caminho, as luzes podem ofuscar a visão de outros motoristas. Para ter uma noção se o farol de seu veículo está desalinhado ou não, José Palácio, do IQA, indica um método simples: observar a projeção do facho do farol no veículo da frente. “Ao parar atrás de um veículo, o foco deve estar entre o para-choque e a tampa do porta-malas. Quando o veículo da frente seguir em frente e se distanciar, o correto é que o foco de luz desça. Se ele subir, o farol está desalinhado.”Outro componente crucial são os limpadores de pára-brisa, que podem passar despercebidos em um check-up. “As pessoas ignoram e isso pode causar tremendos acidentes”, diz Fábio Ferreira, da SAE. A justificativa é que as palhetas ressecam com o tempo e seu funcionamento se torna menos eficiente, dificultando a visibilidade.


Velas de ignição são comumente esquecidas por necessitarem de substituição em longos intervalos de tempo. A necessidade de substituí-las de acordo com o que o manual do proprietário indica deve ser respeitada, já que esses componentes podem começar a falhar (não realizar a ignição) e a parar de funcionar sem aviso.


José Palácio frisa que a união de duas ou mais partes de um automóvel que estejam com anomalias aumenta exponencialmente o risco de acidentes. “É só somar itens como faróis desregulados, limpador de para-brisa ressecado e chuva que os riscos de acidentes aumentam, e muito. E cada fator adicionado, como freios desregulados, pneus descalibrados, rodas desalinhadas e desbalanceadas, estrada mal iluminada, entre outros, diminuem a dirigibilidade e aumentam as possibilidades de acidentes.”


Dicas


Já que segurança é um dos principais motivadores da realização da manutenção preventiva, José Palácio, auditor do IQA, deu a importante dica de manter uma distância segura do automóvel da frente. Segundo Palácio, o tempo médio que uma pessoa leva entre ver que há a necessidade de frear e colocar o pé no pedal do freio pode ser de 2 segundos. Trafegando a 80 km/h, isso significa percorrer uma distância de até 44 metros antes de começar a iniciar a frenagem. A 120 km/h, o motorista percorre, em média, 66 metros.


Para quem for utilizar o rack do automóvel, é necessário planejamento para a arrumação do que for transportado. Palácio informou que o ideal é empacotar com uma lona o que for transportado, de modo a facilitar que a carga seja amarrada firmemente. Outro fator a ser observado é colocar os itens mais pesados próximos do teto. A razão é tentar manter o centro de gravidade do veículo o mais baixo possível. Quanto mais peso um automóvel possuir em seu teto, mais instável ele se torna por conta da alteração de seu centro de gravidade.

Newletter Carro Online 
dez/2009



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